20 julho, 2020

Cooperado implanta parque ecológico em Botucatu

As constantes agressões à natureza observadas nas mais variadas localidades têm despertado em muitos empresários o desejo de contribuir para vivermos em um mundo com menos desequilíbrios. Um exemplo é o do cooperado Marcio Cesar Janjacomo, advogado com atuação predominante no segmento tributário, mas um confesso apaixonado pela área ambiental.

Há alguns anos, ele e sua esposa, a também cooperada Andrea Isabelle Baka Janjacomo, adquiriram uma área de 28 ha na zona rural de Botucatu, SP, na estrada que liga o município à rodovia Castelo Branco. Lá iniciaram a implantação, há dois anos, do ECOPARQUE DAS AVES BOTUCATU, um projeto ecológico voltado para a preservação e proteção da fauna e da flora da região, que será aberto ao público e, desse modo, também será um espaço de educação ambiental, cultura e lazer.

ONG fará a gestão

Para materializar a iniciativa do ECOPARQUE DAS AVES, que é associado à Credicitrus, o casal Janjacomo teve, desde o início, apoio institucional de professores do Instituto de Biociências e da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP/Botucatu. Esse apoio deu origem a uma equipe de profissionais que fundou no início de 2020 o INSTITUTO ECOAVES, organização não governamental que irá gerenciar o ECOPARQUE.

O INSTITUTO tem como missão desenvolver projetos que promovam a preservação da biodiversidade e do bem-estar dos animais silvestres, além de estimular o comportamento socioambiental de forma sustentável e em harmonia com o meio ambiente.

(Bianca Picado, Lais Freitas, Carol Janjacomo, Andrea Janjacomo, Marcio Janjacomo e Gustavo Bacchim)

Nessa ONG, a cooperada Andrea Isabelle Baka Janjacomo é a presidente, sendo que a responsável pela gestão técnica é a bióloga e advogada ambiental Bianca Picado Gonçalves, tendo em sua equipe mais dois biólogos, Lais Lopes Freitas e Gustavo Toledo Bacchim, especializados em animais silvestres. Ainda conta, de forma terceirizada, com engenheiros e arquitetos do escritório Ciclo Arquitetura, do Rio de Janeiro, que tem a seu cargo o projeto das instalações físicas do ECOPARQUE.

Atualmente, o INSTITUTO trabalha na CAMPANHA “AVES LIVRES”, destinada a angariar fundos para a construção de viveiros de ambientação na Área de Soltura e Monitoramento de fauna Silvestre “EcoAsas”. Nessa Área de Soltura, será possível receber aves que, após triagem e cuidados médico-Veterinários, poderão retornar à natureza. O INSTITUTO cuidará desse retorno de forma responsável, priorizando o bem-estar animal.

Aves e plantas

O ECOPARQUE foi projetado com o intuito inicial de mitigar os efeitos do comércio ilegal de animais silvestres, crime ambiental classificado pela ONU como o terceiro maior do mundo, perdendo apenas para os tráficos de drogas e de armas. Para isso, lá estão sendo criadas instalações para receber, triar, tratar e reabilitar animais apreendidos ou resgatados pelos órgãos ambientais ou que tenham sido vítimas de acidentes ou queimadas, entre outros eventos.

Essas funções, conforme explica Bianca, serão cumpridas pela Área de Soltura de Animais Silvestres EcoAsas, que aguarda autorização do Ibama para plena operação. O objetivo primordial é devolver as aves resgatadas à natureza. Porém, se após os esforços de reabilitação, não apresentarem condições para isso, serão mantidas no parque, em ambiente projetado para reproduzir as características de seu habitat e assim proporcionar-lhes bem-estar.

Adicionalmente, o parque deve transformar-se, ao longo do tempo, em uma ampla área reflorestada com espécies nativas. Nesse sentido, o cooperado Marcio Janjacomo conta que já está sendo instalada uma estufa para abrigar o viveiro de mudas criado pelo INSTITUTO no projeto ECOAFLORESTA, e que está recebendo a doação de sementes de árvores e plantas da região.

O projeto ECOAFLORESTA tem como objetivo o reflorestamento e a recomposição florestal de mata nativa da área degradada da propriedade do ECOPARQUE DAS AVES BOTUCATU, recuperando os biomas Mata Atlântica e Cerrado. Desse modo, deve  maximizaro a biodiversidade das áreas restauradas por meio da criação de corredores ecológicos ao longo da floresta, além de melhorar a capacidade hídrica do rio Pardo (que contorna a área) e nascentes, controlando a erosão do solo e reduzindo o assoreamento.

Parcerias e apoios

O ECOPARQUE conta com parcerias de organizações públicas e privadas, dentre as quais: empresa MJER; Ecocuesta Turismo e Aventura; Maia, Solutudo cidade em detalhes; Biociência Unesp Botucatu; FMVZ-Unesp; CEMPAS (Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens); e Guarda Municipal Botucatu.

A propósito, Janjacomo ressalta que, além dos recursos próprios que investiu no empreendimento, este depende de verbas adicionais: “Já temos algumas parcerias firmadas, mas estamos abertos à participação de outras empresas e entidades, bem como da sociedade civil”.

Existem diversas formas de participar dos projetos. Eis algumas:

  • Adquirindo qualquer produto da ECO LOJA. A ECO LOJA foi criada com o objetivo de arrecadar fundos para projetos ambientais que o ECOPARQUE DAS AVES apoia, como os do INSTITUTO ECOAVES.
  • Adquirindo qualquer foto da ECO GALERIA. A galeria foi desenvolvida com o objetivo de arrecadar fundos para os projetos ambientais do ECOPORQUE, além de propiciar a oportunidade única de se conectar com animais e paisagens que nem sempre podem ser contemplados de tão perto.
  • Doação de QUALQUER QUANTIA, por meio de depósito bancário.
  • Fazendo parte da rede de apoiadores, destinada a pessoas, instituições, fundações e empresas que queiram de alguma forma fazer parte da história do Instituto Ecoaves. Há várias categorias de apoiadores: ECOJUNIOR; ECOPLENO; e ECOSÊNIOR.

Todas as informações a respeito, bem como todos os detalhes sobre a rede de apoiadores e todo o empreendimento estão disponíveis no site.

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