15 dezembro, 2021

Histórias para quem gosta de contar – Francisco o Sultão e a Tamareira

“Quem planta tamareiras não come tâmara”

Em 1219, as cruzadas cristãs na Terra Santa pareciam triunfar sobre os inimigos sarracenos (mulçumanos). Jerusalém estava próximo de ser reconquistada. É nesse cenário que Francisco de Assis aporta em Damieta, no delta do Nilo e desafiando os exércitos cristãos e mulçumanos, invade o território sarraceno e após ser preso, consegue falar com o Sultão do Egito. Diferentemente dos cristãos, o pobre de Assis oferece a paz, a tolerância e a fraternidade entre os povos.

Em 2017 tâmaras foram distribuídas a algumas organizações sociais presentes em um Seminário de Sustentabilidade Organizacional, promovido pela Ação Social Cooperada. A semente da tâmara era um símbolo de perseverança e fé no futuro.

Nesse mesmo ano visitei o Educandário dos Sagrados Corações em Barretos, obra social administrada pela Irmãs Franciscanas da Penitência. Como resultado desse contato a instituição se desafiou e se reinventou, assumiu a pedagogia de projetos como metodologia social e educacional, implantou uma usina de energia fotovoltaica como proposta de sustentabilidade econômica e ambiental e agora deseja implantar e desenvolver um negócio social.

Mas a organização também plantou a semente da tâmara. Ela germinou e se desenvolveu com força. Era um sinal visível de esperança e fé.

O provérbio árabe, de que “quem planta tamareiras não come tâmaras”, nos parece desafiador e por vezes até desanimador. Mas essa característica da tamareira, que em situação normal pode demorar até 80 anos para produzir os primeiros frutos, a torna um sinal de perseverança e insistência em nossa busca de construir esperanças. A tamareira se torna para nós o símbolo da sustentabilidade; o que plantamos hoje será colhido por gerações futuras. Trabalhar a sustentabilidade nas Organizações Sociais é um desafio de curto e de longo prazo. A boa notícia é que hoje, com novas técnicas de cultivo, a tamareira consegue produzir em 10 anos. Trabalhar a sustentabilidade nas entidades pode trazer resultados mais rápido do que imaginamos.

O Instituto Credicitrus acredita e deseja apoiar parcerias que acreditam e resultem em sustentabilidade. Deseja cultivar projetos e ações que garantam um futuro sustentável para as Organizações Sociais. Sabe que, quem planta semeia chorando, mas que ao se colher, se colhe cantando. Acredita, que a sustentabilidade organizacional é o caminho para uma sociedade de justiça e paz.

Quando Francisco de Assis, decide iniciar um diálogo com o Sultão, ele deseja e acredita na sustentabilidade social e na cultura da justiça e da paz. Mais do que discutir quem terá a posse de Jerusalém, símbolo da fé de vários povos, prefere discutir a tolerância, o respeito e a paz. Quem planta tamareiras, come tâmaras, pois desde já se alimenta da esperança.

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